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setembro 15, 2009

O fim da recessão?


A crise econô
mica ficou para trás, sugere o presidente do banco central americano, Ben Bernanke. O que aconteceu com as previsões apocalípticas do ano passado? cadê a nova Grande Depressão? Faz um ano que o Lehman Brothers quebrou e iniciou um pânico generalizado na economia mundial, com os governos dos países desenvolvidos tomando medidas enérgicas de intervenção nos mercados financeiros, salvando bancos e empresas com empréstimos bilionários. Os indicadores econômicos começam a melhorar, mas a crise econômica pode ser mais profunda, se a mensagem que ficar é que os governos salvaram o mundo dos capitalistas selvagens, quando na verdade boa parte do que foi feito é de pleno interesse daqueles que mais contribuiram para que a crise começasse em primeiro lugar.


julho 20, 2009

Mais rápido que o nosso trem bala...


O projeto do super trem que ligará o Rio a São Paulo está começando a tomar contornos mais definidos, e - bem antes de sair do papel - já há algo mais rápido que ele: a mudança no orçamento do projeto. De 22 bilhões inicialmente previstos no PAC, o valor já subiu 57%. A previsão é que comece a funcionar em 2014, ano também da copa do mundo aqui. O trem está longe de ser uma pechincha, mas ao contrário de outros projetos megalomaníacos do passado, o trajeto pelo menos leva para algum lugar que as pessoas realmente queiram ir.

junho 18, 2009

Mercado na rédea curta?



O presidente Obama anuncia uma série de medidas para expandir a regulação do mercado financeiro. A crise deve-se em parte da ausência de transparência dos negócios financeiros, que assumiram importância desproporcional na economia e acabaram pondo em risco a estabilidade do sistema como um todo; assim, há necessidade de uma atualização regulatória. No entanto, há uma expectativa errônea de que um mercado sem risco possa ser criado, ou que estaremos protegidos dele pela legislação apropriada. O capitalismo gera riquezas ao premiar o tomador de risco, isto é fato, mas também precisa penalizar aqueles que tomam riscos desnecessários, sob pena de vê-los repetidos; o governo não pode ser um seguro para tudo. Não é viável politicamente culpar a crise também pelo comportamento irresponsável de milhares de americanos, que se endividavam para comprar casas cada vez maiores na expectativa de que elas subissem de preço para sempre, mas proteger as pessoas de si mesmas não é sempre possível, nem mesmo para um presidente assim rápido no gatilho.


junho 15, 2009

O problema do Brasil é a poupança!


Não é da poupança como postergação do consumo que estou falando, mas daquela aplicação financeira garantida pelo governo, com recursos destinados à habitação e que é isenta de impostos. A queda nas taxas de juros apresenta um dilema para o governo: o que fazer com a poupança? Para a maioria das pessoas, mexer na poupança é sinônimo disso e assim o governo atual terá que fazer malabarismos para dizer que não fez nada com os poupadores. A incerteza sobre confiabilidade das nossas instituições criou remendos como a poupança ou o investimento em imóveis, considerados alternativas seguras para o poupador no passado. Os juros mais baixos abrem uma oportunidade histórica para o mercado acionário brasileiro, fundamental em qualquer país desenvolvido. Sem instituições fortes, no entanto, os velhos hábitos - como guardar dinheiro debaixo do colchão - podem se manter, até que a inflação continue a penalizar quem dela não pode se proteger ou quem sabe coisa pior

junho 04, 2009

“O meu, o seu, o nosso dinheiro”


A frase acima do ex-presidente do BC, Armínio Fraga, para fazer lembrar à população de onde vem o dinheiro do governo, infelizmente nunca perde a atualidade. Enquanto no Brasil surgia o escândalo das passagens aéreas na câmara (que agora esfria do jeitinho brasileiro), na Inglaterra os deputados também aprontaram várias com o dinheiro do contribuinte. Aproveitando-se de brechas na legislação, os parlamentares britânicos justificaram toda a sorte de gastos; entre as despesas reembolsadas estão desde o aluguel de filmes pornográficos até um pacote de batatas Pringles (a planilha com os exemplos inacreditáveis você encontra aqui). Algumas iniciativas no Brasil, como a ONG Contas Abertas, nos fazem crer que um dia a história pode mudar. Até lá, seria bom ficar sentado esperando em um destes dois novos sofás do STF.




maio 05, 2009

Tête à tête nos gastos públicos

O vídeo abaixo, de um think tank liberal, mostra que a economia americana cresceu 50% mais rápido que a francesa nos últimos 30 anos, alcançando uma renda per capita de 45 mil dólares contra 33 mil dólares da última. A diferença de renda disponível (subtraindo os impostos) é maior ainda. O estado frânces tem mais programas de proteção social, mas sua capacidade de taxar e prover serviços é limitada pela renda per capita menor.


Entretanto, a tentativa de mitigar a atual crise está aumentando rapidamente os gastos do governo americano. Como parcela do PIB eles estão se aproximando rápidos do nível canadense, considerados os ‘socialistas’ da América do norte. O Canadá está fazendo o caminho oposto e já cortou os gastos públicos em mais de 10 pontos percentuais desde 1990, passando de mais de 50% do PIB para abaixo de 40%.

USxCanada

Dica: Mankiw e Marginal Revolution
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