novembro 05, 2009
Por favor, devolva o prêmio Nobel...
A conclusão do artigo é que o risco de quebra destas empresas era de cerca de 1 chance em 500.000 na pior das hipóteses, podendo chegar a 1 em 3 milhões! Logo, o custo esperado do resgate das empresas pelo governo americano (na simulação deles, prover uma garantia de 1 trilhão de dólares) seria da ordem de "apenas" 2 milhões de dólares (ou seja, o 1 trilhão vezes a probabilidade de quebra 1/500.000).
Seis anos depois, em julho de 2008, as duas empresas tiveram que ser estatizadas pelo governo americano, que até o presente momento, gastou cerca de 287 bilhões de dólares com as duas empresas.
O artigo foi escrito para uma série chamada Fannie Mae Papers e curiosamente foi retirado da página deles. Talvez o Stiglitz devesse devolver o prêmio Nobel, para ajudar a pagar a conta salgada da roleta financeira que estas empresas impuseram ao povo americano, talvez ajudadas pelo carimbo de confiança nobelista...
Dica: EconTalk (entrevista com Charles Calomiris)
setembro 29, 2009
Fundo anti-crise
setembro 15, 2009
O fim da recessão?
A crise econômica ficou para trás, sugere o presidente do banco central americano, Ben Bernanke. O que aconteceu com as previsões apocalípticas do ano passado? cadê a nova Grande Depressão? Faz um ano que o Lehman Brothers quebrou e iniciou um pânico generalizado na economia mundial, com os governos dos países desenvolvidos tomando medidas enérgicas de intervenção nos mercados financeiros, salvando bancos e empresas com empréstimos bilionários. Os indicadores econômicos começam a melhorar, mas a crise econômica pode ser mais profunda, se a mensagem que ficar é que os governos salvaram o mundo dos capitalistas selvagens, quando na verdade boa parte do que foi feito é de pleno interesse daqueles que mais contribuiram para que a crise começasse em primeiro lugar.
agosto 04, 2009
A porta de saída
Ben Bernanke, presidente do FED, o banco central americano, explica qual é a estratégia para impedir que o estímulo monetário se transforme em inflação quando a recessão terminar.
My colleagues and I believe that accommodative policies will likely be warranted for an extended period. At some point, however, as economic recovery takes hold, we will need to tighten monetary policy to prevent the emergence of an inflation problem down the road. The Federal Open Market Committee, which is responsible for setting U.S. monetary policy, has devoted considerable time to issues relating to an exit strategy. We are confident we have the necessary tools to withdraw policy accommodation, when that becomes appropriate, in a smooth and timely manner..
julho 10, 2009
A tempestade perfeita
O renomado Olivier Blanchard, professor do MIT e, hoje, economista-chefe do FMI, revê as quatro condições que fizeram a crise de 2008 se agigantar e tragar o mundo de surpresa. O artigo não traz novidades mas, embora escrito em economês, é uma pérola de precisão.
Blanchard lista quatro elementos fundamentais à crise:
The trigger for the crisis was the decline in housing prices in the United States. But the initial losses from the subprime crisis were not huge in comparison with a measure such as U.S. stock market capitalization and were greatly overshadowed by subsequent world stock market declines (see chart). However, over the years, the stage was being set for a much larger crisis. Blanchard cited four preconditions: the underestimation of risk contained in newly issued assets; the opacity of the derived securities on the balance sheets of financial institutions; the interconnection of financial institutions, both within and across countries; and the high degree of leverage of the financial system as a whole.Os números chocam:
In 2006, the value of the off-balance-sheet assets of Citigroup, $2.1 trillion—exceeded the value of the assets on the balance sheet, $1.8 trillion. The problem went far beyond banks. For example, at the end of 2006, “monoline insurers,’’ which insured a particular risk—such as default on municipal bonds—and operated outside the perimeter of regulation, had capital equal to $34 billion to back insurance claims against assets valued at more than $3 trillion.
junho 17, 2009
Paul Krugman delineia um futuro gelado
Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia de 2008, acredita que o mundo mergulhou em uma crise duradoura, que lembra a que afeta o Japão desde a década de 90. Os japoneses têm hoje o mesmo PIB de 1992 e entraram nessa Era do Gelo por conta de uma crise bancária causada também pelo estouro do mercado de imóveis. Ou seja, pelo mesmo tipo de caminho que a recessão americana começou, arrastando com ela o resto do mundo.
Para os países ricos, ele prevê mais dois anos de recessão e talvez uma década de estagnação. Acha que a Alemanha é o país mais encrencado do grupo e que a Inglaterra, por estar fora da Zona do Euro, pode sair antes dos demais. Desatrelado ao Euro, ela deixou sua moeda se desvalorizar, incentivando as exportações. Veja a entrevista completa no The Guardian.Krugman parece pessimista demais em relação ao mundo e igualmente confiante na sua capacidade de prever o futuro. Ele está contra a maré, pois há sinais de que o fundo do poço passou. O reinado dele como prêmio Nobel do ano também termina no segundo semestre de 2009, quando o prêmio será novamente concedido.
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junho 10, 2009
Crise atual x Depressão de 30: não tem comparação
Dica: Greg Mankiw
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junho 03, 2009
Crise salva vidas ao reduzir poluição
Michael Greenstone e Kenneth Chay, economistas, respectivamente do MIT e Brown University, fizeram um estudo que mostrou que a lei do Ar Limpo, aprovada nos EUA em 1972, salvou a vida de muitos bebês. A pedido da The Economist, eles estimaram em número de vidas os benefícios da redução de poluição em consequência dessa super crise mundial. Na China, o número pode chegar a mais de 100 mil pessoas.
The results of his elaborate back-of-the-envelope calculation are striking. Up to May 19th, this recession has saved between 257 and 451 British babies, between 1.104 and 1,933 American babies, and probably between 58,088 and 101,655 Chinese babies. Dr Greenstone took December 1st 2007 as the start of the recession. He downloaded particulate pollution data for monitoring sites on Marylebone Road in London and on 114th Street in Chicago, and gathered information on Beijing’s air quality from China’s Ministry of Environmental Protection.
maio 19, 2009
Preguiçosa mas prudente, a Noruega dribla a crise
Apesar de ser o terceiro maior exportador do mundo, a Noruega conseguiu evitar a chamada maldição do petróleo que atinge os países produtores. A maioria gasta mal as receitas provenientes dessa herança natural e desenvolve uma economia ineificiente, com frequência comandada por um governo autocrático. Dos 20 maiores exportadores de petróleo, 16 são ditaduras.
A Noruega, ao contrário, é democrática e próspera. Foi espartana na administração dessa riqueza inesperada, mantendo superávits nas contas públicas, que a permitiram suavizar o impacto da crise financeira e crescer quase 3% em 2008. No ranking mundial, é o segundo país em IDH e PIB per capita, com 52 mil dólares por ano.
Unlike Dublin or Riyadh, Saudi Arabia, where work has stopped on half-built skyscrapers and stilled cranes dot the skylines, Oslo retains a feeling of modesty reminiscent of a fishing village rather than a Western capital, with the recently opened $800 million Opera House one of the few signs of opulence.
Em compensação, continuou a manter talvez o mais gordo programa europeu de welfare.
“This is an oil-for-leisure program,” said Knut Anton Mork, an economist at Handelsbanken in Oslo. A recent study, he pointed out, found that Norwegians work the fewest hours of the citizens of any industrial democracy.
(…)
Just around the corner from Norway’s central bank, for instance, Paul Bruum takes a needle full of amphetamines and jabs it into his muscular arm. His scabs and sores betray many years as a heroin addict. He says that the $1,500 he gets from the government each month is enough to keep him well-fed and supplied with drugs.
Mr. Bruum, 32, says he has never had a job, and he admits he is no position to find one. “I don’t blame anyone,” he said. “The Norwegian government has provided for me the best they can.”
maio 11, 2009
Buffett: o mercado financeiro não precisa de gênios
No encontro anual do Berkshire Hathaway, o fundo do mítico investidor Warren Buffett, ele deu três lições:
- Ninguém escapou de perder dinheiro no mercado financeiro em 2008, inclusive ele.
- Investir não é 'Rocket Science', é administrar seu portfólio dentro da sua área de competência.
- Compre as ações de qualidade e as mantenha. Não explore o lucro de curto prazo. Aumente suas posições no que vale a pena.
"If you are in the investment business and have an IQ of 150, sell 30 points to someone else".
Dica: Lifehacker

maio 05, 2009
Tête à tête nos gastos públicos
Entretanto, a tentativa de mitigar a atual crise está aumentando rapidamente os gastos do governo americano. Como parcela do PIB eles estão se aproximando rápidos do nível canadense, considerados os ‘socialistas’ da América do norte. O Canadá está fazendo o caminho oposto e já cortou os gastos públicos em mais de 10 pontos percentuais desde 1990, passando de mais de 50% do PIB para abaixo de 40%.
Dica: Mankiw e Marginal Revolution
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abril 08, 2009
abril 02, 2009
Kenneth Rogoff: boas e más notícias sobre a crise
Kenneth Rogoff, prof. de Harvard e ex economista-chefe do FMI estudou outras crises financeiras pelo mundo e chegou a duas conclusões: todas terminam e todas são longas.
These forecasts may seem somber, but so far the U.S. experience has mirrored past deep banking crises around the world to a remarkable extent. In our forthcoming book, "This Time Is Different: Eight Centuries of Financial Folly," we compare the U.S. crisis with earlier banking-crisis episodes in Spain, Norway, Finland, Sweden, Japan, Hong Kong, Indonesia, Korea, Malaysia, the Philippines, Thailand, Colombia and Argentina over the past three decades. It may seem like hyperbole to compare the United States with emerging markets, but hard evidence suggests it is not.
Dica: blog do Mankiw
